No quadro político que atravessamos é muito arriscado pensar. Imaginem quanto o é dizer qualquer coisa. É preciso engenho e ar...
No quadro político que atravessamos é muito arriscado pensar. Imaginem quanto o é dizer qualquer coisa. É preciso engenho e arte, precisão gramatical e clareza de linguagem, sob pena de ser interpretado não pelo que pensou e disse, mas pelo gosto particular do freques. De repente o escrevente é gato para uns e lebre para outos.Eu, que não quero ser gato, nem lebre, peço a deus que consiga me expressar para além e por cima das querelas políticas que dominam nosso ambiente político, infestado que está de desconfianças e ódios.
Como já assinalei em outra oportunidade, não pretendo alinhamentos automáticos face o debate travado pelas facções políticas no seu tormentoso entrechoque, alimentado de uma cultura política primtiva e empobrecida.
Tão pouco desejo obscurecer a vitória eleitoral do atual Presidente da República, o qual catalizou o amplo descontentamento do corpo eleitoral, mobilizado pelo voto mudançista, destinado a varrer do poder uma organização criminosa que dele se apossou e conduziu o país a uma crise de larga envergadura destrutiva.
A destruição não poupou valores essenciais à civilização, nem isentou do desastre a estabilidade econômica do pais, que arderam nas labaredas indomáveis do incendio social, cujas chamas ainda crepitam nas dolorosas provações da atual crise sanitária.
Desse modo, a direita brasileira e as forças conservadoras passam a ter a oportunidade de governar o país e experimentar um projeto de poder, diverso daquele que se concluíra, sepultado com a mortalha do mais retumbante fracasso.
A direita no poder, contudo, não conseguiu moldar o poder conquistado com a massa de sua ideologia liberal, nem logrou êxito na configuração de um modelo de governança eficaz e majoritário, indispensável nas democracias minimamente funcionais.
O projeto direitista de Bolsonaro, aliado ao discurso agressivo e muitas vezes contraditorio do Presidente, muito menos os apelos à Didatura com que muitos dos seus seguidores clamam não encontram repercussão positiva no meu modo de pensar, todavia os obstáculos erguidos à ação do Governo extrapolam os limites da oposição democrática, para expressar violações inconcebíveis aos preceitos constitucionais.
A crise política agrava-se com a desordem institucional, motivada pelo conflito vertiginoso entre os poderes da república. E, como se não bastasse tamanha dessidia entre as autoridades que incumbem a presevação da ordem constititucional, eis que valores fundamentais da convivência democrática são violados, dessangrando de uma vez o corpo estremecido da nação.
Há que surgir no noveiro político em que estamos envoltos, uma voz, nem que seja uma só voz, dotada de autoridade suficiente, para redimir o atentado, ainda agora cometido, contra a liberdade de expressão, antes que o povo o faça!
Vejo com simpatia muitas das criticas que são desferidas contra altas auroridades do Governo, do mesmo modo que recebi com simpatia aquelas que punham o rei nu nos tempos do petismo fracassado, mas não posso ver nos aplausos às medidas monocráticas que atentam contra volores da Democracia um benefício à causa maior dos brasileiros nos dias de hoje: a defesa instransigente da Constituição
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